Uma Coisa Chamada Amor


Como pode ser tão revigorante quanto mortal?
O que deveria ser exclamação de vida,
Por muitas vezes, da vida, é o ponto final.
Hora o braço que levanta, hora a mão que empurra
Uma vez, o sorriso cheio de alegria
D'outra, o olhar transbordante de ira...
Aquela mão que aquece e afaga...
O mesmo punho cerrado que mata.
Hora sim, hora não
Eterna bifurcação...
Certa vez, promessa de algo eterno
Não demora se foi, frágil e claudicante
Inaugurando na alma, verdadeiro inferno.
Pode ser a palavra que protege e aninha
Pode ser o verbo que, da alma, quebra a espinha...
Aquele azul ensolarado que alumia o dia
O cinza desbotado que, não raro, deixa a vida em cinzas...
Sobre as cinzas da vida me encolho: hoje voltei ao pó...
Sou apenas dor...
Nos cacos da minha vida, 'inda busco um pedaço daquele espelho
Daquele mesmo, que um dia, me refletiu o amor...

7 comentários:

Canto das Bijoux disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Canto das Bijoux disse...

Ah que lindo! Ameii...

Beijos e ótima semaninha pra vc!

Lilian A. Mello disse...

Oie!

Sigo seu blog pelo reader no meu celular e adoro.

Leio geralmente à noite, e chamo gentilmente esse horário de "retiro espiritual".

Obrigada!

Lilian
www.doce-borboleta.blogspot.com

Helena Silva disse...

Seu blog éum encanto, estou deliciada. Vim lá da Elaine Gaspareto, ficou tudo muito lindo.
Beijos
Helena
Atelie Patch Com Amor

FATIMARTES disse...

Olá Andréia!
Tbm Sou do blogueiras unidas e estou lhe fazendo uma visitinha e lhe seguindo.Espero vê-la tbm no meu cantinho http://fatimartes.blogspot.com
Um abraço.

MARILENE disse...

Inquietante e nostálgico, mas belo. Estamos sempre passando pelas encruzilhadas.
Bjs.

Bruno Gaspari disse...

Tão lindos versos e me impressionaram tanto
que tive de levá-los lá para o meu blog rs...

Parabéns Andreia! Beijos;)

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